• Há três coisas no mundo que não merecem misericórdia, a hipocrisia, a fraude, e a tirania.

  • Fraude e corrupção em Portugal

    Crime económico e financeiro das altas esferas sempre foi durante muitos anos, tema tabu, e de certa forma tema negligenciado pela maioria dos cidadãos. Eventos recentes e certas circunstâncias fizeram a sociedade como um todo olhar com atenção para o problema.

    Foram crises económicas, financeiras e políticas, força motriz que levantaram estas questões, muitas vezes associadas ou com forte suspeita de corrupção e fraude económica, as desigualdades e a desregulação no panorama nacional. Quiçá por esse motivo, Portugal, vive um cem número de restrições, sequelas e uma crise e parece estar a recuperar. Todos esses escândalos, caso BPN, caso Monte Branco, caso Marques, Diretor do SEF acusado de corrupção e segurança nacional, lista de VIPs que fogem do fisco etc, mostram a clara desregulação de diversas atividades, o que multiplicou claramente as oportunidades para os atos ilícitos, potenciando escândalos e provocando o decréscimo crescente da confiança no sistema económico e democrático.

    A crise financeira de 2008 alertou a consciência mundial contra ente tipo de comportamentos criminais, e o mundo começou a prestar mais atenção ao que são estes crimes, que os comete, como fazem. Mesmo não sendo vítimas diretas desses horríveis atos, as pessoas passam a agir com medo e sentindo-se inseguras.
    O modo como as pessoas se encontram perante a criminalidade económico-financeira e suas consequências é algo que vai para além do simples gesto, do lapso, da falta de dever cívico, exemplo caso do 1º Ministro Passos Coelho (e a sua divida ao fisco, entretanto regularizada), todas as suspeitas (ou certezas) que incorrem contra José Sócrates, a lista de contribuintes VIP, a operação Monte Branco, caso BES, caso BPN e a lista dos DONOS DISTO TUDO não para! Tudo só nos mostra, inúmeros esquemas que não aconteceram ao acaso (sempre em altas esferas e com enormes quantidades de dinheiro) (nada fruto de lapsos, como eles genericamente se desculpam). Se pensarmos um pouco nos efeitos em que, a perca de confiança e valorização das autoridades, e de outro tipo de danos, muitos deles bastante gravosos, que advém da moral cívica de cada um. A justiça neste momento parece ser a única que foge a critica dado o seu papel em "caçar" literalmente a fraude, corrupção também nesse circulo restrito.

    Ao que podemos julgar do perfil dos seus intervenientes? Nomes das mais altas esferas aparecem com a reputação manchada porque? Porque o país está em crise, crise que o "Zé", o "Manel", a "Cristina" entre outros que ganham pouco mais que o "ordenado mínimo" que pagaram todos as subida de impostos, para ver no fim da crise uma lista de contribuintes VIP de gente que não pagou, ou politico que lavou dinheiro (quiçá de uma forma muito profissional), ou um Banqueiro a quem eu alcunho de o Charles Ponzi Português.
    Nada ajudou durante estes anos, ver o problema do desemprego cuja origem se pode atribuir aos atos de gestão danosa com uma forte pitada de corrupção; na má gestão da máquina do Estado, na saúde, nação social, na educação, na justiça e na segurança, na diminuição da receita do Estado tanto na fraude como na evasão fiscal, e por fim ficamos conscientes do impacto destruidor que a prática dos comportamentos criminais ligados à corrupção, à fraude, ao branqueamento de capitais e outros tipos de crimes da criminalidade económico-financeira, têm na vida da nossa sociedade. Vejamos, é embaraçoso ver o Governo querer desculpar números quando inúmeras situações com dígitos de muitos ZEROS, não passam pelo crivo tributário nem jurídico, quase que uma elite de intocáveis. (mas esses tempos parece que acabaram, para alguns....).
    Com frequência, neste tipo de comportamentos, não é possível identificar logo por inúmeras justificações, desculpas, leis etc. Ie. José Sócrates não foi julgado ou preso pelo estatuto politico. Ricardo Salgado porque era o Dono disto tudo, tinha toda a confiança, falava e era REI etc etc.
    Ou estas não possuem consciência de efetivamente o serem (eu sou uma fraude e não sei? E quando me dou conta, bato-me de maluco?). O que é certo, é que perante todo este tipo de comportamentos, genericamente todos são vítimas. Mas contas feitas todos esses casos somados possuem um impacto danoso e extremamente elevado, podendo considerar-se a atividade criminosa no plano economico que mais danos provoca. Operação Furacão, Operação Marquês, HSBC, Monte Branco, BPN, BES, e tantas outras designações que de alguma forma nos transportam para este tipo de cenário e comportamento, são alguns dos exemplos daquilo que provoca sérios danos na nossa sociedade. Mas a verdade é que há uma tendência para mudança de comportamento? Os cidadãos não podem ser meros espectadores de interesses político-partidários, de interesses corporativos, ou interesses pessoais. Não é novidade, muito do que vemos, eram velhas conversas do passado, muita gente fecha os olhos a certas situações, na pior das hipóteses até participa, tonando o problema, que é moral e cívico em uma pirâmide de problemas que mais cedo ou mais tarde desabam.
    Torna-se cada vez mais necessária uma atitude ativa perante o problema que a todos afeta. Todos devem ajudar a prevenir e combater estes comportamentos, para o bem da sociedade atual e para os daqueles das futuras gerações.
    foto montagem de apodrecetuga.blogspot.com

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