• Há três coisas no mundo que não merecem misericórdia, a hipocrisia, a fraude, e a tirania.

  • SwissLeak - O grande escandalo.


    Os jornalistas não são conhecidos por sua generosidade de espírito - porque o desejo deles é de obter "o exclusivo", mas este foi diferente. A 8 de Fevereiro, uma notícia apareceu online em vários meios de comunicação em todo o Globo. Foi um acordo firmado entre jornalistas de 45 países que concordaram em publicar suas histórias ao mesmo tempo - uma história que veio a ser conhecida como os "SwissLeak".

    Últimas noticias online sobre o Caso SwissLeaks



    Tudo começou há seis anos quando Hervé Falciani, ex-trabalhador do HSBC em Genebra. Hervé Falciani entregou, recentemente, um tesouro de dados financeiros para as autoridades francesas. Esses dados supostamente mostram que o HSBC - segundo maior banco do mundo - ajudou milhares de seus clientes esconder dinheiro em contas secretas realizadas pelo banco privado na Suíça. Por trás dessa história de evasão fiscal em escala global é uma história de uma colaboração entre um número de jornalistas que tomam de "assalto" mais uma vez o mundo secreto da banca.
    HSBC é um de muitos Bancos na Suíça.
    Nomes de portugueses identificados no esquema de evasão fiscal, revelado pela investigação internacional Swissleaks. Segundo um jornal angolano, o Grupo Espírito Santo e o empresário Américo Amorim estão na lista, mas o cliente português com mais dinheiro na filial suiça do banco HSBC é uma mulher de Vila Real, com 225 milhões de euros. (situação em investigação, vamos aguardar para tirar conclusões). Os dados, que dizem respeito apenas ao período entre Novembro de 2006 e Março de 2007, indicam que o HSBC Private Bank terá permitido aos seus clientes retirar grandes quantidades de dinheiro em moeda estrangeira na Suíça, terá ajudado clientes a escapar ao pagamento de impostos em domicílios fiscais na Europa, terá escondido fundos em contas “negras” e aberto contas a criminosos internacionais e empresários suspeitos de corrupção. O HSBC em Londres reconheceu que a casa-mãe é responsável pelas “falhas de controlo” sobre o HSBC Private Bank e veio publicamente pedir desculpa aos seus clientes, publicado na imprensa britânica. 


    Hollywood sempre nos "ensinou" que na Suíça os Bancos são cofre ultra-secretos da elite do mundo - lugares onde os chefes do tráfico, os banqueiros, os políticos e herdeiros a esconder suas fortunas das investigações dos governo e da fiscalidade. Eles são como os super-ricos do Banco e o banco faz tudo(literalmente para reter o super-cliente).  

    Muitos jornais e autoridades falam de números, distribuição geográfica etc. Tudo é importante, mas a Swissleaks é muito mais do que apenas os números. É sobre as histórias por trás delas.

    Distribuição de dinheiro em Bancos Suíços por Países.





    O governo suíço acaba de abrir uma investigação criminal contra o HSBC, sediado em Genebra para "lavagem de dinheiro agravada.".Entretanto Falciani negou nunca tentar vender os dados, e nos deu a sua versão do escândalo SwissLeaks.


    Ex-técnico do HSBC diz que revelações são parte do iceberg






    De acordo com Falciani, procurado na Suíça por violação do sigilo bancário, os repórteres tiveram acesso apenas a uma parte das informações que ele conseguiu levar para a França. "A administração fiscal (francesa) teve muito mais acesso", afirma. A investigação do jornal francês Le Monde e de vários meios de comunicação estrangeiros, chamada de "SwissLeaks", revelou as técnicas de milhares de clientes para dissimular dinheiro não declarado.
    Questionado sobre o número de 106.000 clientes particulares citados pelo Le Monde, Falciani respondeu: "Esta é apenas a parte visível do iceberg. Há ainda mais do que afirmaram os jornalistas. Milhões de transações (entre bancos) aparecem nos documentos que transmiti". Segundo as revelações da imprensa, a filial suíça do banco HSBC ajudou alguns clientes, principalmente ricos empresários e personalidades políticas, a esconder seu dinheiro para não pagar impostos.

    Segundo Falciani, estamos longe do fim da história, já que ainda há muitas informações sobre o esquema do HSBC. Aliás, para ser bem preciso, há um milhão de bits em dados, afirma o ex-funcionário. Ele diz que o trabalho de análise desses dados deve começar em breve e que uma grande empresa de petróleo pode ser a próxima a sentir os efeitos de um vazamento em massa de informações. O esquema revelado por Falciani permitiu que, entre 2005 e 2007, centenas de bilhões de euros transitassem, em Genebra, por contas secretas de 106 mil clientes, entre eles, empresários, políticos, estrelas do showbizz e esportistas, mas também traficantes de drogas e armas e suspeitos de ligações com atividades terroristas. 

    Falciani tentou inúmeras vezes entrar em contacto com HMRC“Mas como não obtive resposta, eu também liguei para denunciar o caso para um telefone de denúncia de evasão fiscal. Também sem sucesso.” - Ainda não está claro por que o HMRC não respondeu aos contatos do ex-funcionário do HSBC e por que levou tanto tempo para que a informações se tornasse pública.

    O HSBC afirma que o banco passou por reformas e que agora há menos clientes e um controle mais rígido. Mas para Falciani, o banco tem de ser punido de qualquer jeito. “A punição tem que ocorrer, não importa o quão grande eles são”, diz ele, acrescentando que talvez haja centenas de outros bancos envolvidos em esquemas para ajudar os ricos e fugir do pagamento de impostos. Segundo ele, é crucial que agências europeias, americanas e asiáticas trabalhem em conjunto para combater a corrupção em bancos.

    As pessoas que se dispõem a denunciar esses esquemas também deveriam, segundo Falciani, receber maior proteção para que possam revelar o que sabem. Mas seus críticos – e há muitos – dizem que é preciso ter cuidado com o informante e o acusam de ter tentado vender as informações. Ele nega a acusação. “Isso é mentira. É exatamente isso que eles tentam fazer, minar sua reputação, assim como a máfia faz”, disse. “Mas já está sendo provado que eu estava certo. Eu nunca pedi dinheiro em troca das informações e agora estou podendo provar isso.”

    Falciani diz que enfrentou diversos problemas nos últimos sete anos, por ter revelado as informações.

    Ele afirma que não tem uma casa e que viaja com o apoio de uma rede de pessoas que também estão envolvidas na luta contra o sigilo bancário. “Foi imenso o impacto negativo que esse caso teve na minha vida, seja na pessoal ou na profissional, e também na minha reputação.” Para ele, denunciantes tem de estar dispostos a enfrentar uma longa luta. “Isso prova o quanto é difícil e complicado fazer denúncias como essa. Certamente, tudo isso levou muitos anos mais do que eu esperava que levaria. É uma grande jornada.”

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